quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Plano de aula - Ler e Escrever


Plano de aula 29 - Ler e Escrever



Laboratório de escrita

 sugere mini oficinas para envolver os jovens com a produção de textos criativos na escola.
     
A prática regular e orientada da escrita pode ser a chave para libertar um talento literário ou apenas ajudar o praticante a dominar boa técnica de expressão, diz o professor Luiz Antonio de Assis Brasil, ministrante de oficinas de criação literária na Faculdade de Letras da PUC-RS e autor das aulas de produção de textos criativos aqui sugeridas. Na edição 18 de Onda Jovem, sobre leitura e escrita, é dele o ensaio que reflete sobre a pertinência da oficina literária em sala de aula, que pode ser acessado nesta página.

Aula I - METAMORFOSES

Objetivo
Possibilitar que o grupo conheça algo dos indivíduos que o compõem, ampliando-se, assim, as experiências interpessoais e o conhecimento das possibilidades de transformação do ser humano.

Materiais
Papel e caneta / computador.

Desenvolvimento

1. Explanar brevemente aos alunos o que seja uma metamorfose; o exemplo mais fácil de entender é o de uma lagarta que se transforma numa borboleta;

2. Pedir a cada membro do grupo que escreva a experiência de uma metamorfose pessoal, narrando as etapas de sua passagem da condição humana à condição de um dos elementos da natureza: um animal, o vento, o fogo, uma pedra, uma árvore etc. Cada aluno deverá narrar como se operou a alteração das funções propriamente humanas: respiração, fala, movimentos, sangue, pensamentos, emoções, etc.

3. Estimular a leitura dos textos produzidos;

4. Colher a opinião dos alunos sobre cada texto;

5. Evidenciar que foi realizado, com liberdade e autonomia, um exercício de imaginação, e o quanto o ser humano contém, dentro de si, plenas possibilidades de transformação, tanto no sentido alegórico quanto no sentido concreto de alteração do ritmo de sua vida; e mais: o quanto permanece de nós nas etapas de transformação, por mais radicais que pareçam ser.

 

 

 Plano de aula 23 - Vícios de linguagem




Objetivo
Identificar os principais vícios de linguagem.

Comentário
Os vícios de linguagem são desvios das normas da gramática-padrão. Geralmente, acontecem por descuido ou até mesmo por desconhecimento. Os principais vícios de linguagem são:

1) Cacófato: consiste em criar um som desagradável pela união de duas ou mais palavras no enunciado da frase. Ex.: Pagou vinte por cada.

2) Pleonasmo: trata-se da repetição de um termo já expresso ou de uma idéia já sugerida, para fins de clareza. Ex.: Subir pra cima.

3) Colisão: ocorre com a repetição de consoantes iguais ou semelhantes, provocando uma dissonância. Ex.: Sua saia sujou.

4) Solecismo: é o erro de sintaxe quanto à concordância, regência ou colocação pronominal, que torna a frase imprecisa ou incompreensível. Acontece muito quando se quer levar para uma variedade de língua a norma de outra variedade. Como a norma coloquial para a norma exemplar. Exs.: A gente vamos. (Correto: A gente vai). Eu assisti o programa. (Correto: Eu assisti ao programa).

5) Barbarismo: é o desvio da norma culta no que diz respeito à grafia, à pronúncia, à semântica e à ortografia. O uso mais comum é: gratuíto por gratuito, rúbrica por rubrica, cidadões por cidadãos, póblema por problema, tava por estava. Ex.: Se você o ver, diga-lhe que estou com saudades. (Correto: Se você o vir, diga-lhe que estou com saudades).

6) Neologismo: consiste na criação de palavras ou expressões novas na língua. Ex.: Vou deletar o arquivo que recebi. (Correto: Vou apagar o arquivo que recebi). Nesse caso, o verbo deletar, neologismo criado a partir da palavra inglesa delete, está sendo usado no lugar da palavra apagar, existente na nossa língua.

Observação: O neologismo não é considerado vício quando se cria uma palavra a fim de nomear algo para o qual não há um vocábulo na língua. Como, por exemplo, a palavra camelódromo, que é um lugar especial para reunir camelôs.

Estratégias

O professor deverá listar na lousa os seis tipos de vícios de linguagem. Depois, dividir a turma em seis grupos, sendo que cada grupo ficará responsável por um item. Para não haver favorecimento a nenhum grupo, essa divisão pode se dar por meio de sorteio.

Atividades
1) Solicitar aos alunos exemplos de vícios de linguagem referentes ao tipo de vício que eles sortearam.

2) Passar exercícios sobre o assunto. A correção poderá ser feita oralmente, entre os próprios grupos.

Plano de aula 8 - Cinco abordagens sobre Gênero

Antes de realizar as atividades propostas, é recomendável a leitura do seguinte texto:

Introdução

Desde a primeira infância, meninos e meninas desenvolvem uma forte noção das diferentes expectativas sobre como devem se comportar e se relacionar com os outros. Estas noções são ensinadas e reforçadas por seus pares, família, mídia, escola e comunidade às quais pertencem, por meio de um processo complexo e dinâmico de socialização. Sofremos também, interferências de valores de acordo com a religião, classe social e etnia.

Desta maneira, nossa identidade vai sendo construída antes mesmo de nascermos. Durante a juventude, esta construção é uma das tarefas mais marcantes e cruciais para a transformação de um jovem em adulto. Este processo implica em questionar e dar um novo significado ao que a sociedade, a família e os pares dizem sobre o devemos ser, pensar e desejar para nós e para os outros.

A questão de gênero é importante porque estabelece expectativas culturais a respeito do que se espera de um homem e de uma mulher num determinado momento histórico. Então, se por um lado o gênero norteia a construção de nossas identidades, por outro pode gerar relações de poder no que se refere ao acesso de homens e mulheres aos recursos sociais, econômicos e ao poder de decisão nas relações interpessoais.

É também importante diferenciar as questões de gênero das de sexo e sexualidade. Sexo refere-se aos atributos e características biológicas que identificam uma pessoa como sendo homem ou mulher. Sexualidade é a expressão de nossos sentimentos, pensamentos e comportamentos relacionados a ser homem ou mulher, seja em relação ao amor ou ao sexo.

As questões de gênero são complexas e múltiplas, ou seja, variam de acordo com a cultura e o momento histórico, e permitem algumas adaptações para cada homem e cada mulher, a partir das histórias e escolhas particulares.

O trabalho com as questões de gênero com os jovens no mundo atual configura um desafio, porque os adultos trazem em suas identidades, marcas de um outro tempo que, muitas vezes, entram em conflito com as referências dos jovens, provocando um desencontro. Além disso, estamos vivendo um momento de intensas transformações que, como qualquer crise, carrega um grande potencial de mudanças importantes, mas também muitas indefinições, incertezas e angústias.

Fazendo um breve panorama da realidade social, observamos pontos de vulnerabilidades e potencialidades tanto para os homens quanto para as mulheres.

As mulheres mantem suas identidades dentro de normas clássicas, tais como: ser comportada, ter desejo de agradar, ser mais contida sexualmente, exercer tarefas mais ligadas ao cuidado dos outros, valorizar a maternidade. Ao mesmo tempo, estão assimilando novas conquistas de direitos ao trabalho fora de casa, ao poder de também ser provedora do lar e de maior autonomia sexual.

Os homens mantem-se presos ao valor do lugar de provedor do lar, de trabalhar muito para ganhar mais dinheiro, de ter mais força física e ter sua sexualidade intensificada. Ao mesmo tempo, eles tem podido expressar mais suas emoções, dividir mais as tarefas do lar e dos cuidados com quem amam.

Estas adaptações não são fáceis e tem provocados efeitos preocupantes, inclusive, para a saúde pública. As mulheres, por exemplo, tem ficado hipertensas, estressadas e muito ansiosas para tentar dar conta de todas as expectativas; os homens tem se demonstrado mais deprimidos e inseguros, reagindo a isso com o “mergulho” no alcoolismo, em atitudes violentas, ou mesmo em depressões.

Percebe-se, portanto, uma crise de identidade de gênero e, nesse sentido, o trabalho com adolescentes não pode estabelecer respostas fechadas e definitivas do que é ser homem ou ser mulher.

Porém, pode ser fundamental para que no encontro entre adultos e jovens possam emergir novas possibilidades criativas e potentes que se fundamentem relações de cuidado e respeito entre homens e mulheres. Para isso, todos precisam se abrir para novas posições sociais, sem se prender em pré-conceitos, visando sempre a igualdade perante os direitos humanos, e a diferença perante as possibilidades diversas, dinâmicas e criativas de socialização e interação entre homens e mulheres.

Após a leitura do texto são propostas cinco atividades para educadores interessados em lidar com estas questões. Confira no link ao lado, o plano “Cinco abordagens de gênero”.

Objetivo: iniciar o trabalho com este tema “provocando” os adolescentes a expressarem o imaginário do grupo em relação às especificidades da mulher e do homem, para realizar uma reflexão críticas sobre traços da identidade de gênero que promovam a vulnerabilidade de meninos e meninas.

Materiais: Um desenho do contorno de um corpo masculino e outro de um corpo feminino, em tamanho natural, em um papel craft (peça para algum homem deitar sobre um papel craft e desenhe o contorno do seu corpo; faça o mesmo em outro papel com uma mulher); uma caneta para cada participante, uma lousa ou um painel.

Procedimento:

1 - Comente com os jovens que irão trabalhar o tema “gênero”, o que significa abordar as demandas sociais sobre como deve ser a mulher e o homem. Diga que muitas vezes obedecemos estas demandas sem nos darmos conta, porque elas estão muito internalizadas por todos que nos cercam. Isto não quer dizer que são características naturais e imutáveis, por isso vocês trabalharão estas referências, analisando como as questões de gênero interferem na vida deles.

2 - Aquecimento: peça para os meninos falarem tudo o que lhes vem à cabeça quando imaginam viver um dia de mulher: como ocupariam o tempo, o que mais iriam gostar de fazer, o que iriam sentir, com quem iriam se relacionar. Em seguida, faça as mesmas perguntas para as meninas responderem sobre um dia sendo homens. Deixe os jovens se manifestarem espontaneamente, e anote os dados na lousa como fonte de inspiração.

1 - Divida o grupo em dois subgrupos mistos. Se preferir deixe que eles se dividam por critério de afinidade para estimular o fluxo de ideias entre amigos. E entregue o molde do corpo feminino para um grupo, e o do corpo masculino para o outro.

2 - Fale que um molde é de um corpo de uma mulher e outro de um homem.

3 - Peça para que cada subgrupo escreva em cada parte do corpo destes moldes algumas palavras referentes às funções dela para a vida do homem ou da mulher (depende de qual molde o grupo estiver trabalhando). Pode ser uma função biológica como reprodução na parte dos genitais, e/ou simbólica como determinação na parte peitoral do molde.

4 - Estimule os participantes a escreverem tudo que lhes vem à cabeça quando pensam nestas partes do corpo da mulher e do homem, explicando que não há certo ou errado.

5 - Dê 20 minutos para eles realizarem esta atividade. Peça para que cada grupo conte para todos o que escreveu e anote tudo em um painel dividido em duas áreas: uma para as palavras relacionadas à mulher e outra para os homens.

Observação: Durante a exposição dos grupos tente analisar com os jovens as diferenças e as semelhanças de cada molde atentando para:

Cabeça: os pensamentos e uso da razão.
Braços e mãos: uso da força, violência, relação com os outros de carinho ou de abuso de poder.
Barriga: hipervalorização dos padrões de beleza (magreza e músculos), gravidez.
Genitais: exercício da sexualidade mais contido, ou mais exposto e incentivado.
Pernas e pés; potencial de ação, iniciativa, determinação.

Perguntas para discussão:
Como vocês resumiriam o perfil de uma mulher, baseando-se nas funções que mais apareceram no molde? E o perfil do homem?

Como a mulher expressa suas emoções? E os homens?

Qual a importância da obediência aos padrões estéticos para a mulher? E para o homem? Por que há diferença?

Como pensaram a sexualidade na vida de uma mulher e na do homem?

Observações:

Tente questionar estereótipos que levem aos pontos de vulnerabilidade para ambos os gêneros, por exemplo:

As mulheres são geralmente ligadas ao cuidado com os outros, cuidado com a beleza e ao ideal da maternidade e os homens tem seu valor focado exclusivamente numa postura pró-ativa, objetiva, visando o sucesso financeiro.

Comente que o fato da mulher ser mais cuidadosa só se transforma em qualidade de vida para ela se ela souber que também tem o direito de ser respeitada e cuidada pelas pessoas que ama.

Os homens também precisam poder ter outras qualidades como ser sensível, afetuoso e ajudar nas tarefas do lar, sem que isso os torne frágeis ou sem valor.

Esta oficina é introdutória, portanto esta discussão tem um caráter mais amplo e geral.

Atividade 2 - Relações amorosas

Objetivo: Explorar as expectativas de homens e mulheres para uma relação romântica e compreender como cada gênero lida com a sexualidade.

Materiais necessários: Folhas de papel e lápis ou caneta para cada participante.

Procedimento:
Divida os jovens em grupos de duas a quatro pessoas; preferencialmente separados por gênero.

1 - Explique que cada grupo deverá criar uma história de um casal que está na fase inicial de relacionamento. Pergunte: Como foi que eles se conheceram? Como cada um se comportou nestes primeiros momentos? Como eram os encontros? Como um tratava o outro? O que um mais gostava do outro?

2 - Dê 15 minutos para os grupos discutirem e desenvolverem suas histórias.

3 - Em seguida, peça para cada grupo repetir a atividade pensando em uma fase diferente da mesma relação amorosa. Pergunte: Como este casal está depois de 10 anos? O que mudou? Quais são os papéis e expectativas do homem e da mulher?

4 - Dê 15 minutos para os grupos discutirem e desenvolverem suas histórias.

5 - Peça para cada grupo apresentar as histórias.

Perguntas para a discussão:

- Quais são as semelhanças entre as histórias contadas pelos subgrupos? Quais são as diferenças?

- Quais são os fatores positivos nos relacionamentos das histórias? Quais foram os negativos?

- Nestas histórias, os homens tem o mesmo poder de negociação em relação ao sexo, vida social, vida financeira que as mulheres? Quais as conseqüências da desigualdade de poder no relacionamento?

- O que uma mulher jovem espera de uma relação amorosa? É diferente do que o homem espera? Por quê? Como estas expectativas interferem na relação amorosa?

- Algumas pessoas acreditam que os homens devem tomar todas as iniciativas na relação, e as mulheres devem só responder a elas. Vocês concordam com isso?

- A mulher se preocupa mais com os padrões estéticos sentindo-se facilmente insatisfeita com seu corpo e com a possibilidade deste atrair o desejo do homem?

-Vocês acham que homem pensa mais em sexo que a mulher?

6- Após esta discussão com o grupo, busque fazer um resumo do que mais apareceu nas histórias relacionadas à posição do homem e da mulher numa relação amorosa, e questione os estereótipos e pontos muito repetitivos, tentando construir novas formas mais criativas e saudáveis para a relação.

Comentários:


Nas relações amorosas colocamos em prática nossas referências de papéis sociais para o homem e para a mulher, tanto na forma como nos comportamos quanto nas expectativas que temos para com quem estamos nos relacionando.

Por isso, é importante ajudar os jovens a perceberem que modelos estão repetindo, e se isso promove um relacionamento de respeito, com troca de afetos e vivências, comunicação e compreensão das necessidades e desejos uns dos outros. Por exemplo, é muito comum os jovens falarem que só os homens pensam em sexo e que a mulher tem de apenas reagir a esse desejo, aceitando ou não. Isto pode limitar o exercício espontâneo da sexualidade que toda mulher tem direito de viver. Além disso, cristaliza o homem em um lugar social de quem deve sempre pensar em sexo (caso contrário é considerado um fraco, sem valor).

Opcional: Se tiver mais tempo com o grupo ou quiser substituir esta atividade por outra, segue uma variação sobre a relação amorosa e Gênero.

Material: CD com a gravação da música “Feijoada Completa” de Chico Buarque de Hollanda e um aparelho de som, uma cópia da letra da música para cada jovem (está no final da descrição desta atividade); canetas hidrográficas; papel pardo; duas tiras com a palavra Mulher e duas com a palavra Homem escritas de modo a poderem ser vistas à distância.

Procedimento:


1- Distribua uma cópia da letra da música para cada jovem.

2- Ponha a música para todos escutarem juntos e peça para prestarem atenção no que a música diz sobre os comportamentos dos homens e das mulheres na relação.

3- Depois de escutarem a canção, proponha uma breve discussão. Aqui vão alguns pontos que podem ser debatidos:

- Do que fala a canção?

- Vocês já viveram ou conhecem alguém que já viveu algo semelhante?

- O que o marido da canção espera da sua mulher?

- Vocês acham que ela vai se divertir?

- Como vocês acham que irá terminar este almoço?

4- Diga aos jovens que vocês farão listas de atividades domésticas tradicionalmente realizadas por homens e mulheres. Para isso, utilize um papel pardo grande (ou uma lousa) e faça uma linha no meio de modo a dividir o espaço em duas colunas. Escreva as palavras HOMEM e MULHER no alto de cada coluna e, embaixo delas, anote o que os participantes vão dizer. As tarefas femininas vão ser facilmente lembradas, portanto, ajude-as a listar tarefas identificadas como masculinas também como consertar a torneira, fazer reparos, jogar o lixo etc. Depois que todos tiverem contribuído, leia as tarefas em voz alta.

A seguir, cubra as palavras HOMEM e MULHER trocando-as por MULHER e HOMEM, isto é, substitua a palavra mulher pela palavra homem e vice-versa. Então, pergunte aos participantes: e agora, será que essas tarefas poderiam ser realizadas dessa maneira? Se os participantes disserem que alguma coisa não pode ser feita pelo outro sexo, incentive-os a pensar sobre as razões. Vá sublinhando aqueles que poderiam ser feitos por ambos.

5- Reflita com os jovens sobre as diferenças entre ser homem e ser mulher em relação ao direito à vida social e ao dever de cuidar de tudo e de todos. Questione quais expectativas os homens e as mulheres tem um do outro em relação ao cuidado com o ambiente que dividem e com a vida do outro.

Feijoada Completa
Chico Buarque

Mulher
Você vai gostar
Tô levando uns amigos pra conversar
Eles vão com uma fome que nem me contem
Eles vão com uma sede de anteontem
Salta cerveja estupidamente gelada prum batalhão
E vamos botar água no feijão
Mulher
Não vá se afobar
Não tem que pôr a mesa, nem dá lugar
Ponha os pratos no chão, e o chão tá posto
E prepare as lingüiças pro tiragosto
Uca, açúcar, cumbuca de gelo, limão
E vamos botar água no feijão
Mulher
Você vai fritar
Um montão de torresmo pra acompanhar
Arroz branco, farofa e a malagueta
A laranja-bahia ou da seleta
Joga o paio, carne seca, toucinho no caldeirão
E vamos botar água no feijão
Mulher
Depois de salgar
Faça um bom refogado, que é pra engrossar
Aproveite a gordura da frigideira
Pra melhor temperar a couve mineira
Diz que tá dura, pendura a fatura no nosso irmão
E vamos botar água no feijão


Atividade 3 - Gênero e Família em debate

Objetivo: refletir sobre a função paterna, materna e fraterna, questionando relações de poder que estimulam a violência e abuso de poder entre a mulher e o homem.

Materiais necessários: nenhum

Procedimento:

1- Leia a situação-problema escrita abaixo para todos os jovens. Em seguida, divida-os entre dois grupos: um ficará encarregado de defender o pai da situação relatada, e o outro de criticá-lo. Cada grupo deve discutir e levantar argumentos que justifiquem a sua opinião, mesmo que alguns não concordem com ela.

Situação-problema:


“O pai chega do trabalho muito cansado e entrega o dinheiro para a mulher comprar a “mistura” para o dia seguinte. Senta-se no sofá para ver um pouco de televisão e nesse momento sua filha de 15 anos e seu filho de 17 anos perguntam se podem ir a uma festa com seus amigos. O pai pergunta: Quem vai? Onde é a festa? A que horas vão voltar? A filha diz que vão todos os seus amigos da escola, inclusive a Claudinha, sua melhor amiga. O filho fala que vai a “mulherada” toda do bairro e seus amigos. Eles falam que a festa será uma grande “balada” que irá varar a madrugada. O pai balança a cabeça e fala que o filho poderá ir porque é menino, mais velho e sabe se cuidar, mas pede para a filha ver esta história com a mãe porque ele trabalhou o dia inteiro e ela, que passou o dia em casa com os filhos, poderá resolver estes problemas para ele.”

2 - Dê 20 minutos para a discussão e levantamento dos argumentos.

3 - Explicite as regras para o debate: os dois grupos tiram na sorte quem terá o direito de começar. Um grupo terá o tempo que precisar para falar todos os argumentos de defesa da sua posição no debate e o outro grupo terá de escutar calado, mas poderá usar os argumentos que escutou para fundamentar ainda mais a sua defesa. Em seguida, o grupo que só escutou terá o mesmo direito a expor todos os seus argumentos, enquanto o outro o escuta.

4 - Dê cinco minutos para cada grupo expor seus possíveis contra-argumentos.

5 - Estimule a construção de argumentos antes e durante o debate com as seguintes questões:

- Na opinião de vocês, por que a filha foi conversar primeiro com o pai?

- Como vocês acham que a mãe costuma agir em relação ao marido e aos filhos, meninos e meninas?

- O que cada um teria de ceder para entrar em um acordo quanto à saída da filha?

- Como vocês acham que essa história terminou?

- E vocês, o que fariam no lugar desta menina? E do menino? E do pai? E da mãe?

- Nem sempre os adultos concordam entre si quanto à educação dos filhos. Nesses casos, o que você acha que devem fazer?

- O fato do pai trabalhar fora e da mãe assumir os cuidados domésticos faz com que ela tenha mais responsabilidades na educação dos filhos, como demonstra o pai desta situação?

Comentários: A família é nosso primeiro grupo social, portanto, uma fonte primária e fundamental de transmissão de cultura. Durante a convivência familiar, aprendemos diversas regras de socialização, e isso não é diferente com as identidades de gênero. Muitas vezes, repetimos modelos de homem e mulher de acordo com o que sentimos, observamos e escutamos dos nossos pais. Repetimos sem nos dar conta, mesmo que muitas vezes estas posições sociais gerem muitos conflitos, relações violentas e empobrecidas, com pouca troca de saberes e afetos.

Cuide para não impor os seus valores, deixe que os adolescentes apresentem seus referenciais, e problematize toda vez que aparecerem pontos de vulnerabilidade; ou seja, quando aparecer desigualdade de direitos em relação à vida financeira, aos cuidados com a casa e com a família, a vida social.


Atividade 4 - Gênero e Mídia

Objetivo: Refletir sobre o papel da publicidade na formação de conceitos e atitude dos jovens

Materiais necessários: revistas diversificadas de grande circulação, com ilustrações e propagandas.

Procedimento:

1 - Divida a turma em grupos de três ou quatro pessoas. Distribua algumas revistas por grupo. Cada um deles deve escolher uma propaganda que contenha imagens associadas ao imaginário social do homem e da mulher (por exemplo: mulheres como uma garrafa de cerveja; homens ao lado de carros enormes e motos potentes; meninas com bonecas e meninos com carrinhos; homens em ambientes de trabalho; mulheres com materiais de limpeza ou comidas, etc)

Dê vinte minutos para cada grupo pesquisar as imagens nas revistas e conversarem sobre as seguintes questões:

- Que mensagem essa publicidade transmite do homem? E da mulher?

- Vocês se identificam com ela? Se não, quem vocês acham que poderia se identificar?

- Vocês acham que o fato de ser uma mulher ou um homem ligado aos devidos produtos e ambientes facilita a venda e/ou o impacto da propaganda nos leitores? Por quê?

- Vocês acham que essas mulheres e homens que aparecem na mídia representam a maioria dos homens e mulheres que compõe a sociedade? Se não, quais são as diferenças?

- Que conseqüências estas imagens de homem e de mulher podem gerar na formação da identidade da população?

- Que modelos de mulher e de homem vocês gostariam de ver na publicidade?

3 - Incentive os jovens a analisarem o material tanto na forma (cores, os personagens, padrões físicos, posturas, as cenas), quanto no conteúdo das imagens (os slogans ou textos). Circule pelos grupos para observar a discussão.

4 - Peça que cada grupo apresente suas conclusões em uma conversa coletiva sobre o que analisaram em seus grupos.


Comentários: A análise de materiais publicitários é uma boa maneira de os jovens perceberem o papel da mídia em suas formações de identidade. Muitas destas expectativas sociais explicitadas na mídia deixam os jovens muito vulneráveis à frustração, pois estabelecem um ideal inatingível e diferente de suas realidades. Por exemplo: as mulheres que aparecem em peças publicitárias são loiras, magras, de olhos azuis, mas a maioria das mulheres brasileiras não é assim; os homens, por sua vez são valorizados pelos símbolos de poder financeiro, aparecendo sempre bem vestidos, trabalhando em grandes empresas, com carros caríssimos, mas a realidade de muitos também não é essa.

Refletir criticamente sobre se isso permite aos jovens a escolha de seguirem ou não os padrões sociais em relação à mulher e ao homem, exigidos pela sociedade naquela época, sem se sentirem fracassados ou impotentes.
Atividade 5- Modelos: ampliando nossa visão do que é ser mulher e do que é ser homem

Objetivos: Discutir como as atitudes, escolhas e projetos de vida de jovens são influenciados por relacionamentos com outras pessoas. E também favorecer a identificação dos jovens com pessoas que se destacam por suas virtudes.

Materiais necessários: Papéis e lápis ou canetas.

Procedimento:

1- Peça para cada participante pensar em uma pessoa com quem tem uma relação significativa e por quem sente admiração. Essa pessoa pode ser tanto alguém ligado à vida particular deles (parentes, amigos, professores) quanto uma celebridade. O importante é que ela seja lembrada como um exemplo de homem e mulher por possuir diversas qualidades que cada um priorizará.

2 - Separe os participantes em pequenos subgrupos de três ou quatro jovens e peça para os integrantes de cada um falarem sobre seus personagens.

3 - Cada subgrupo deve escolher apenas uma pessoa especial relatada para apresentar ao grupo todo.

4 - Deixe que cada grupo apresente seu personagem, contando um pouco da sua história, suas qualidades e o motivo que levou o grupo a escolhê-lo como uma pessoa admirável e um modelo.

Questões para discussão:


- A maioria escolheu um modelo homem ou uma mulher?
- Quais as características admiráveis de uma mulher foram destacadas pelos sub-grupos? E dos homens?
- Houve características muito contraditória entre os modelos de homem dos sub-grupos? E das mulheres?
- Se todas as mulheres e todos os homens fossem como esses modelos de referência para eles, o que mudaria no mundo e nas relações?
- O que esses modelos tem que eles gostariam de ter em si também? O que podem fazer para ser assim?

Cultura e Identidade

Atividade 1

. Conversa coletiva livre com os alunos: o que é cultura para vocês?

. Dividir a turma em pequenos grupos, no máximo quatro alunos. Propor que cada grupo escreva uma definição do que é cultura para eles.

. Em um terceiro momento, coletivamente, os grupos deverão trocar entre si o que escreveram e entregar os textos para o professor.

Atividade 2


. O professor deve retomar as definições dadas pelos alunos e introduzir, por meio de leitura coletiva, a primeira parte do texto As tramas da Identidade, de Tião Rocha (os cinco primeiros parágrafos). O professor deve ressaltar para os alunos, nesta leitura, os conceitos de cultura que o autor propõe no texto, comparando-os com as definições dadas pelos alunos, questionando-os sobre se concordam ou não com as opiniões do autor e por quê.

Atividade 3

. Dividir novamente a turma em pequenos grupos formando sete grupos. Entregar, para cada grupo, o texto de Tião Rocha. Cada grupo deve fazer uma leitura cuidadosa da segunda parte do texto ("A seguir comentamos esses indicadores...").
. Propor então que cada grupo fique com um tema:
Grupo 1: as formas organizativas
Grupo 2: as formas do fazer
Grupo 3: os sistemas de decisão
Grupo 4: as relações de produção
Grupo 5: o meio ambiente
Grupo 6: a memória
Grupo 7: a visão de mundo
. Cada grupo deverá fazer um trabalho em colagem ou construção com sucata, baseado no texto, que simbolize cada tema. Material: jornal, papéis, cola, fita crepe, barbante, tinta guache, caneta hidrográfica, sucatas variadas.
Atividade 4

. Apresentação do trabalho feito pelos grupos para toda a classe. Cada grupo deverá escolher um representante para explicar como o grupo chegou àquele produto.

Atividade 5


. Finalizada a apresentação o professor deve fazer uma avaliação coletiva, levantando os conceitos de cultura aprendidos e salientando a participação de todos no processo de aprendizagem entre o grupo. Deve apontar, principalmente, o exercício de construção e transmissão de conhecimento vivido pelos alunos nestas atividades, lembrando-os que isso é participar da criação de cultura.
. O professor pode sugerir que cada aluno faça uma auto-avaliação, escrevendo um pequeno texto com a seguinte orientação: O que aprendi nestas atividades? Como participei nos trabalhos em grupo?
Sugestões de leitura para o professor:

MARTINS, Mirian Celeste; PICOSQUE, Gisa e GUERRA, Maria Terezinha Telles. Didática do Ensino de Arte, a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 1998

PENTEADO, Heloisa Dupas. Meio Ambiente e formação de professores. São Paulo, Cortez, 2003

SAVATER, Fernando. Ética para meu Filho. São Paulo, Martins Fontes, 2002



Plano de aula 17 -Trabalhando a interdisciplinaridade

Objetivos
 1) Apresentar aos alunos um dos ícones da MPB e através da música Apesar de você de Chico Buarque de Hollanda.
2) Levar os alunos a reconhecerem o contexto político, cultural e social do Brasil na época da ditadura militar.
3) Desenvolver habilidades de interpretação do texto literário, isto é, mostrando o que há nas entrelinhas da mensagem poética, recorrendo à música popular como ferramenta para este propósito.
4) Colocar em prática uma das propostas dos PCN de Língua Portuguesa: trabalhar a interdisciplinaridade.
Comentários
Neste tipo de trabalho é importante que se tenha entre os professores de língua portuguesa e história certa harmonia. Pois, pode-se delimitar o que cada um irá trabalhar. Num primeiro momento, o professor de língua portuguesa apresentaria a música Apesar de você de Chico Buarque para a classe - é importante que, além de ouvi-la, os alunos tenham contato com a letra da música, para acompanhá-la.

É provável que nesta primeira atividade os alunos façam apenas uma leitura do texto. A mais evidente seria a de que o texto conta a história de um homem que se queixa da mulher amada. É importante ressaltar que esta leitura é possível.

Como segunda atividade, o professor de língua portuguesa poderá pedir aos alunos uma pesquisa sobre o compositor e músico Chico Buarque. Já ao professor de história caberia, concomitantemente, pedir uma pesquisa sobre o contexto histórico, político e social do país, fazendo uma ligação entre o músico e este contexto mais abrangente.
Na terceira atividade, o professor de história deve ressaltar a fase mais dura do regime ditatorial, que se deu com a implantação do AI 5, explicando que além de políticos, muitos artistas foram perseguidos, inclusive Chico Buarque.
Por outro lado, o professor de língua portuguesa deve apresentar novamente a música Apesar de você. Agora, já procurando direcionar a interpretação para uma possível leitura política do texto. É bom que se faça a devida relação com as aulas de história, explicando-lhes que aquela canção é uma resposta, digamos "camuflada", direcionada ao regime que tentava "sufocar" as manifestações em oposição a ele.

Estratégias


1) Peça aos alunos que se reúnam em grupos de três a seis membros.

2)
Que se dirijam às bibliotecas municipais, ou que pesquisem na Internet manchetes, notícias e fotos de jornais da época.

3)
Aproveitando esses materiais pesquisados pelos alunos, juntamente com trechos das letras de Chico Buarque, organizem, na classe, um "painel do Brasil da década de 60 e 70". Este painel seria uma espécie de mural, em que os alunos poderiam colar recortes de notícias ou fotos da época, servindo de "ilustração" para a letra desta canção e também de outras que tenham alguma relação com este contexto.

4) Peça um trabalho a estes grupos. Cada um dos grupos deve redigir, coletivamente, um texto em que se discorra comentários sobre a música de Chico e o contexto político, social e cultural ilustrado no painel da classe.


 Língua Portuguesa
Projeto Entre Jovens
Plano de aula Data:

Oficia 8: Amor.
Revisão de soneto.
Leitura do “Soneto V”, de Luiz Vaz de Camões.
Leitura do Fragmento Bíblico.
Audição da música “Monte Castelo”.
Análise e comparação dos três textos.
Resolução das atividades propostas.
Intertextualidade.
Leitura do texto 2: “Meditações sobre o amor”, de Rachel de Queiroz.
Comentário sobre o texto e a comparação do mesmo com os textos estudados anteriormente na mesma oficina.
Resolução dos exercícios propostos.
Correção dos exercícios
 
Língua Portuguesa
Projeto Entre Jovens
Plano de aula Data:


Oficia 1: Leitura
Importância da leitura.
Mas o que é leitura?
Projeto Entre Jovens: Formando leitores competentes.
Analfabetismo Funcional.
Dificuldade de interpretação relacionada ao êxito com exercícios matemáticos.
Propor o teste da Oficina 1.
Questões individuais do teste.
Propaganda também é texto.
Um conhecimento de mundo que nem sabemos que temos.
Como o conhecimento de mundo influencia o interesse pela leitura.
Debate sobre nossas experiências enquanto leitor.
Atividade extra classe: Fazer um resumo de um capítulo de livro, novela, seriado, filme ou jornal.
 
Língua Portuguesa
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Plano de aula Data:
Oficina 1: Texto II - “Felicidade Clandestina”
Leitura individual do Texto “Felicidade Clandestina”, de Clarice

Lispector.
Significado da palavra “elucidativas”. A importância do hábito de consultar o dicionário.
Narração.
Tipos de Narradores.
Antagonista x Protagonista.
Leitura coletiva do texto.
Resolução das atividades.
Correção comentada das atividades.
Dinâmica de grupo: O Caso de Miguel. Exercício da Narração.
Análise da Charge de Ivan Cabral
 
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Plano de aula Data:

Oficina 2: A Leitura, um Diálogo.Texto I - “A Dama do Livro”
Análise da imagem do quadro “A Dama do Livro”, de Roberto Fontana.
Apresentação de Machado de Assis.
Interpretação do quadro através dos elementos contidos nele.
Realização das atividades.
Oficina 2: Texto II - “Soneto Circular”
Leitura do “Soneto Circular”, de Machado de Assis.
Análise do tema do soneto, por se tratar do quadro do texto I.
Comparar as descrições feitas no soneto com as características do quadro.
Estrutura de um soneto.
Realização das atividades.
Leitura de “Soneto de Fidelidade”, de Vinícius de Moraes.
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Plano de aula Data:
Oficia 3: O Valor do Conhecimento.
Estudo do Relato, da Tese e da Argumentação.
Revisão de Narrativa e Soneto.
Leitura do Texto “Ensinando a voar”.
Discussão sobre o texto.
Estrutura e Formação de Palavras: Radical, Prefixo e Sufixo.
Metáfora.
Mantra. O que é? Apresentação das músicas “Mantra”, de Nando Reis, e “Canção pra quando vocêvoltar”, de Leoni
 
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Plano de aula Data:
Oficia 3: O Valor do Conhecimento.
Resolução das atividades propostas.
Correção das atividades.
Atividade extra-classe: Compor um texto argumentativo, escolhendo um dos temas sugeridos abaixoe adotando um ponto de vista (contra ou a favor) para defender.1. Maioridade Penal.2. Corrupção.3. Drogas.4. Aborto.5. Homossexualidade.6. Racismo.7. Poluição.8. Desigualdade Social.9. Torcidas Organizadas


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Plano de aula Data:
Oficia 4: A Escola.
Análise da imagem do texto 1.
Leitura do texto 2: Conto de Escola, de Machado de Assis.
Conto.
Debate e comparação entre os textos
 
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Plano de aula Data:
Oficia 4: A Escola.
Resolução das atividades propostas.
Revisão de Narração e Argumentação.
Correção das atividades.
Descrição
 
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Plano de aula Data:
Oficia 4: A Escola.
Exibição do filme “Escola de Rock”
 
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Plano de aula Data:
Oficia 4: A Escola.
Apresentação em sala de aula de trabalhos em forma de cartazes. Cada grupo deverá traçar o perfilpsicológico do personagem do filme sorteado, fazendo uma comparação de sua vida antes e depoisde começar a tocar na banda. Serão analisados: trabalho em equipe, poder de síntese, oratória,postura, criatividade, a interpretação individual do filme e a desenvoltura

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Plano de aula Data:
Oficia 5: O Beijo.
Crônica.
Leitura do texto 1: O Beijo, de Martha Medeiros.
Comentários sobre o texto.
Revisão de Estrutura e Formação de Palavras: Radical, Prefixos e Sufixos.
Vocativo.
Resolução das atividades propostas.
Correção das atividades
Língua Portuguesa
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Plano de aula Data:
Oficia 5: O Beijo.
Leitura do texto 2: O Primeiro Beijo, de Clarice Lispector.
Análise do texto 2 e comparação com o texto 1.
Revisão de Metáfora.
Revisão de Elementos da Narrativa: Foco Narrativo, Personagens, Narrador, Tempo e Espaço.
Resolução das atividades propostas.
Correção das atividades
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Plano de aula Data:
Oficia 5: O Beijo.
Gincana de encerramento da Oficina 5.
Atividade proposta: Os grupos terão um tempo de 30 minutos para escreverem uma estrofe demúsica que contenha a palavra
Beijo
ou o verbo
Beijar
. O grupo que tiver lembrado o maior número de músicas vence.
Audição e análise da música “Beijo geladinho”, do grupo Negritude Jr
 
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Plano de aula Data:
Oficia 6: Namoro.
Leitura do texto “Dos Ficantes aos Namoridos”, de Martha Medeiros.
Discussão acerca do texto.
Revisão sobre crônica.
Verbete.
Caracterização.
Descrição.
Opinião (comum em crônicas).
Resolução dos exercícios propostos.
Correção dos exercícios.
Comentários sobre os textos de Martha Medeiros presentes no material didático, sua temática e sualinguagem informal

 

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Plano de aula Data:
Oficia 7: Namoro.
Poema.
Verso, estrofe, refrão.
Rima.
Eu-lírico / eu-poético.
Neologismo (“namoramor”).
Relação do poema escolhido com o verso que encerra a crônica de Martha Medeiros na oficinaanterior.
Figuras de linguagem.
Antítese.
Metáfora.
Paradoxo.
Personificação.
Comentários acerca da obra de Carlos Drummond de Andrade.
Leitura do poema “Aos Namorados do Brasil”.
Resolução e comentários das atividades propostas.
Por que e porque.
Atividade oral deverá ser feita para a próxima aula
Língua Portuguesa
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Plano de aula Data:
Oficia 7: Namoro.
Correção da atividade oral. 
Atividade de encerramento da oficina: Criando um poema.
O tema será “Namoro”.
Será colocado um verso no quadro.
Cada aluno adicionará um verso ao poema, respeitando a sequência de rimas.
Depois, será realizada a leitura do poema criado pela turma.
Interpretação do poema.
 
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Plano de aula Data:
Exibição do filme: “Amor além da vida” / “Meu primeiro amor” / “Como se fosse a primeira vez” /“Shakespeare apaixonado”/ “E se fosse verdade?”
Língua Portuguesa
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Plano de aula Data:
Roda de debate sobre o filme exibido.
Sobre o que é o filme? Qual sua temática?
Que tipo de estrutura tem o filme? É narrativo, uma peça, uma biografia, um documentário...
Qual o gênero do filme?
Quantas personagens aparecem ativamente no filme?
Quem é o protagonista do filme? Quem é o antagonista?
Como começa o filme?
Como ele se desenvolve?
Que tipo de argumentos o diretor usa para entreter seus telespectadores?
Qual o desfecho do filme?
Qual a moral da história?
Do que mais você gostou? Do que menos gostou?
Tem alguma coisa que você não entendeu? O quê?
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Plano de aula Data:
Oficia 8: Amor.
Revisão de Tese e Argumentação.
Leitura do texto 1: “A excelência da caridade”.
Fragmento bíblico. Trata-se da carta de São Paulo aos Coríntios.
Epístola.
Bíblia Católica (caridade) X Bíblia Protestante (amor).
Leitura e audição da música “Monte Castelo”, da Legião Urbana
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Plano de aula Data:
Oficia 8: Amor.
Revisão de soneto.
Leitura do “Soneto V”, de Luiz Vaz de Camões.
Leitura do Fragmento Bíblico.
Audição da música “Monte Castelo”.
Análise e comparação dos três textos.
Resolução das atividades propostas.
Intertextualidade.
Leitura do texto 2: “Meditações sobre o amor”, de Rachel de Queiroz.
Comentário sobre o texto e a comparação do mesmo com os textos estudados anteriormente namesma oficina.
Resolução dos exercícios propostos.
Correção dos exercícios

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